A falta de terrenos comerciais em São
O metro quadrado comercial é vendido no Grande ABC por cerca de R$ 5.000, enquanto que na Capital, em lugares como os arredores da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini e Vila Olímpia, sai, em média, por R$ 16 mil. "Temos ainda pouca oferta desse tipo de empreendimento na região. A taxa de escritórios e salas livres em São Caetano é de cerca de 1%, isso porque os investidores ainda não abriram os espaços para locação e venda. A procura é grande não só de interessados aqui, mas de gente de São
"Quem compra uma sala na Faria Lima faz para uso próprio. A valorização já está no topo e não aumentará mais do que isso, diferentemente do que ocorre no Grande ABC."
Segundo Valéria, atualmente investir no Grande ABC tornou-se o melhor negócio não só para especialistas, mas também para pessoas que estão com dinheiro parado. "Só de comprar projeto na planta e revendê-lo no lançamento, ganha-se 50% do valor inicial. Não há lucro melhor do que este, porque aqui vendemos muito rápido."
A premissa é verdadeira. Um edifício comercial, lançado quinta-feira em São Caetano, teve 60% dos espaços vendidos apenas no primeiro dia. "Já superamos essa marca. O complicado é que, com a agilidade nas vendas, é difícil atualizar a informação", diz Valéria.
Para aproveitar a demanda que está de olho na região, mais três edifícios devem ser lançados em breve entre as cidades de São Caetano e São Bernado, as mais buscadas por empresários e investidores. "A procura por salas comerciais aumentou 30% neste ano. Nossa infraestrutura melhorou muito e
Segundo Milton Bigucci, representante do Secovi (Sindicato das Empresas de Compra, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São
Busca por aluguel comercial cresce 45%
O aquecimento da economia nacional e a elevação da expectativa do PIB (Produto Interno Bruto) para este ano de 7%, com perspectiva de alta, faz com que mais empresas apareçam no mercado ou se ampliem. A expansão, no entanto, esbarra na falta de oferta de espaços na Capital e torna cada dia maior o número de interessados em locar na região, que registrou no início deste ano alta em torno de 45% na procura.
De acordo com estimativas do Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São
Segundo Milton Bigucci, representante do Secovi e presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), a busca por locação tem aumentado na região baseada nisso. Como diferencial para vencer outras cidades da Região Metropolitana, o Grande ABC se destaca nos preços e na qualidade dos espaços oferecidos.
"Temos refinado esse tipo de imóvel. Acabamos de lançar prédio para locação comercial com 12 andares que será entregue em agosto, e a procura já é massiva. Existe ainda a possibilidade de locar andar inteiro apenas para uma empresa, o que chamamos de laje corporativa", conta.
Gerente de locação de uma imobiliária da região especializada no segmento, José Rocha Júnior afirma que a procura no Grande ABC aumentou significativamente, principalmente pelos valores mais baixos. De acordo com Rocha, os aluguéis corporativos na Capital giram
"Prevemos que a vacância (espaço livre para locação) será baixa, já que a disponibilidade atual, somada aos novos empreendimentos, não suprirá a demanda prevista", observa o profissional.
Àqueles que procuram esse tipo de edifício para locação, as vantagens vão além: a região possui uma das menores cargas tributárias, já que o ISS (Imposto Sobre Serviços) aqui gira em torno de 2% - valor mínimo previsto em lei - enquanto na Capital é de 5%. "Há redução, em média, de 2%, o que ajuda no pagamento do aluguel, além de ser de fácil acesso para os colaboradores, já que boa parte da mão de obra dos escritórios da Capital é composta por moradores daqui", ressalta Rocha.
Mais caro do mundo
- Pesquisa feita pelo instituto Ibope mostra ainda que o aluguel na Capital é um dos mais altos do mundo. De acordo com o estudo, locar um espaço comercial em São
Diretora de uma imobiliária da Capital que já investe no Grande ABC, Valéria Corrêa diz que a infraestrutura oferecida na região também sai na frente de outras cidades da Região Metropolitana. "São Caetano, por exemplo, tem o terceiro melhor PIB do Brasil, isso faz diferença. A cidade tem tudo o que se pode imaginar, e com preço acessível", afirma.
Com a demanda em alta, a estimativa do setor é de que apenas 1% dos escritórios lançados aqui ainda estejam vagos. "Prédios que estão na expectativa de lançamento e que devem se dirigir a aluguéis, já têm 40% de procura. Esse é um ótimo momento para o Grande ABC, e só deve melhorar", completa.
Procura por galpões também registra alta
A proximidade da região com o Porto de Santos e o fácil acesso ao interior do Estado também aumentam a procura por galpões comerciais no Grande ABC. A estimativa da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC) é de que a demanda por esses espaços tenha crescido 30% nos últimos três anos. Os preços desses locais são até 40% menores do que os praticados na Capital, custando aqui em média R$ 1.500 o metro quadrado.
"O País todo anda com passo acelerado na produção industrial, e esses galpões agora estão sendo ainda mais procurados. Com a chegada do Rodoanel, temos acesso a muitos lugares, o que nos torna excelente centro de logística. Estamos no meio do caminho para qualquer lugar", afirma o presidente da entidade, Milton Bigucci.
Sócio-proprietário de uma corretora de São
"As áreas na Capital estão cada vez mais restritas, menores. Então, as pessoas estão fugindo para o Grande ABC, que possui espaços maiores disponíveis. São Bernardo, São Caetano e Diadema possibilitam acesso fácil à matéria-prima", salienta Castro.
Novo espaço - Para aproveitar o bom momento na economia nacional, uma construtora da região deve lançar, nos próximos dias, espaço em Diadema para abrigar galpões comerciais.
O local, que terá 36 mil metros quadrados e 25 divisões, aguarda liberação para construção há três anos. "Está tudo acertado verbalmente, falta apenas concluir a assinatura dos documentos na Prefeitura", conta Bigucci, complementando que mesmo antes do lançamento, já há procura pelos espaços.
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